quinta-feira, abril 04, 2013

Investimento lucrativo

Bom dia! Que maravilha estarmos vivos, com saúde. É motivo mais do que suficiente para celebrar.
 
Semana passada hospedei três sobrinhos. Não foi a primeira vez que percebi que as crianças já não sabem mais brincar. Cansei de vê-los sentados um ao lado do outro sem conversar, cada um com seu aparelho eletrônico na mão. Confiscamos todos e mandamos as crianças para fora, para que inventassem alguma coisa interessante para brincar. Qual não foi a nossa surpresa ao vê-los, depois de 30 ou 40 minutos, de volta ao interior da casa, solicitando furiosos que devolvêssemos seus aparelhos. É assim que está o mundo.
 
O assunto de hoje é o consumismo. Vivemos numa sociedade de consumo e nós pais sabemos muito bem o que isso quer dizer. Meus filhos, há tempos, me perturbam pedindo um presente que é o desejo de muitos filhos dos meus amigos: um iPhone. Quem não deseja? Até quem tem quer trocar por um modelo mais novo. Qual criança ainda não pediu ao seu pai um desses modelitos novos da tecnologia: iPhone, PSP, videogame, celular? A tecnologia tomou conta do nosso mundo.
 
A Bíblia diz que os desejos do homem são como o mundo dos mortos, que jamais se satisfaz. É assim mesmo. Desejamos tantas coisas, tantas coisas, possuímos tantas coisas, tantas coisas que nem mesmo sabemos o que temos. Qual mulher nunca se espantou, ao arrumar uma gaveta, com uma blusa que nem sabia que tinha? Temos mais do que precisamos, mas ainda estamos com aquela sensação de que temos necessidade de mais. Seriam trágicas, se não fossem cômicas, as histórias de mulheres que, quando convidadas para sair, dizem não ter roupas ou sapatos adequados, embora os guarda-roupas estejam superlotados. Parece que estamos enlouquecendo.
 
Meditemos em Provérbios 3. Espero que você não se canse de estudar aqui comigo esse livro, o manual da sabedoria.
 
O que você diria se eu lhe contasse que há um produto no mercado que, além de extraordinário, não perde jamais o seu valor? Ouvi dizer que, no ano passado, o investimento que mais rendeu foi o ouro. Quem juntou dólar perdeu, poupança no Brasil é brincadeira, mas quem comprou ouro se deu bem. E se eu dissesse que há um produto facilmente encontrado no mercado que rende mais, muito mais do que o ouro? Pois é. Ele existe: Como é feliz o homem que acha a sabedoria, o homem que obtém entendimento, pois a sabedoria é mais proveitosa do que a prata e rende mais do que o ouro. É mais preciosa do que rubis; nada do que você possa desejar se compara a ela (Pv 3:13-15).
 
Uma notícia melhor do que essa de que a sabedoria vale muito é: ela está disponível para quem quiser. É “fácil” obtê-la (leia o post de ontem). Podemos enriquecer nela dia a dia, como quem junta dinheiro.
 
E qual é o lucro que ela proporciona? Falei sobre isso ontem, mas no texto de hoje tem mais. Na mão direita, a sabedoria lhe garante vida longa; na mão esquerda, riquezas e honra. Os caminhos da sabedoria são caminhos agradáveis, e todas as suas veredas são paz. A sabedoria é árvore que dá vida a quem a abraça; quem a ela se apega será abençoado (Pv 3:16-18). Volto às minhas considerações: quem a tiver não sentirá falta de nada, aumentará seus dias de vida, será feliz consigo, conseguirá andar satisfeito com aquilo que possui, terá uma vida agradável... É simplesmente um produto extraordinário. Quem pode prescindir dele?
 
Com muita humildade, quero dar uma definição muito simples dessa palavra com as minhas provas palavras. Sabedoria é saber o bem que deve ser feito e conseguir realizá-lo. É simplista a definição, mas é assim mesmo que penso nela. É saber fazer as melhores escolhas e colocá-las em prática. É saber com o coração e fazer valer com as atitudes.
 
Colhemos o fruto das nossas próprias ações. É incrível ver que tudo volta para nós no final das contas. O bem que fazemos recebemos de volta imediatamente em forma de bem-estar e, depois, também de outras maneiras. Quem faz o bem é feliz, isso eu posso afirmar. Tem o prazer de colocar a cabeça no travesseiro e dormir o sono dos bons. De outra sorte, o mal que se faz aos outros volta para quem o pratica, além de vir de forma uma corpórea, palpável mesmo, faz o nosso corpo sofrer. É indiscutível a lei da ação e reação,  causa e consequência. É horrível sofrer na própria consciência.

Na nossa consciência foi escrito o bem e o mal. Não precisamos dizer às crianças, muitas vezes, o que está errado. Elas sabem quando estão agindo em desacordo com aquilo que se espera delas, com o que é certo. Nós também sabemos que é certo. A nossa consciência nos informa quando estamos agindo da forma como deveríamos e quando estamos contrariando alguma lei natural. Os filósofos chamam de estado de natureza um estado de consciência nato, que não é preciso ser ensinado porque já está lá dentro se manifesta quando crescermos. Por isso eu digo que sabemos o que é bom, que devemos fazer o bem. Precisamos fazer sempre as escolhas certas.
 
A sabedoria nos salva de muitos problemas. Deveríamos buscá-la acima de qualquer outra coisa. Vejo tantas pessoas correndo atrás de concursos públicos, do carro do ano, do novo tablet, do novo modelo de celular, mas vejo poucas correndo atrás a sabedoria, sim, esperneando por saber mais. 

Quero deixar essas reflexões para você. Fico feliz de ver que você está aqui comigo neste blog pensando sobre esse esses assuntos, crescendo em sabedoria como eu tenho crescido com a simples leitura de Provérbios.
 
Espero que você faça esse grande investimento pois é lucro certo. Só sucesso!

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. Keila, adorei seu texto amiga! Continue nesse projeto maravilhoso! Abraços e saudades! Samuca

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bom que gostou, Samu. Saudades também. Apareça.

      Excluir