quinta-feira, maio 15, 2014

Viajando


Eu e meu marido não gostamos de viajar à noite. Particularmente não gosto nem de dirigir à noite em locais não iluminados. Gosto de ver todo o caminho, apreciar a paisagem, não me preocupar com o que há alguns quilômetros à frente. Quero ver sempre o máximo possível.
Seria muito bom se a vida fosse assim, se conhecêssemos tudo o que está à frente e pudéssemos nos preparar para todos os obstáculos. Seria muito bom antecipar qualquer tipo de problema, não frear em cima da hora, não ser surpreendido por um buraco, enxergar as valas do caminho.
Entretanto, não é de todo ruim desconhecer parte do trajeto. Lembro-me da primeira vez que viajei com meu pai para conhecer a praia. Fomos de Brasília a Vitória de carro. Que estrada terrível! Quantas curvas e que precipícios horrorosos! É um caminho assustador. Fomos e voltamos tranquilamente. Embora não tenha gostado do caminho a experiência de ver o mar compensava.
A nossa vida é uma jornada que estamos percorrendo dia a dia. Em alguns lugares, a paisagem é linda. Dá vontade de parar e ficar ali por algum tempo, só contemplando. Acho que posso dizer que estou numa dessas horas. Vivo um tempo maravilhoso com meu marido e com meus filhos quase adolescentes, que estão divertidíssimos, cheios de argumentos, cheios de novidades, em frequentes mudanças; na igreja, um tempo de grandes descobertas, de conhecer pessoas incríveis, de novos relacionamentos poderosos, de grandes expectativas; no trabalho, um tempo de calmaria... Assim vou avançando, percorrendo o caminho. Paulo nos fala sobre uma carreira que temos de correr: Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta (Hb 12.1).
Mas a vida não é feita apenas de momentos de calmaria. Há os tempos de estradas tortuosas também. Não é tempo de tristeza nem de desespero. É o lugar do teste da alegria, de provar quanto da paz que Deus nos dá e quanto da Sua alegria conseguimos depositar dentro de nós nos bons momentos. Nesse ponto, é bom não ver todo o caminho para não ficarmos assustados. Manter a convicção de que o fim da linha valerá a pena é importantíssimo nessas horas. É por isso que Paulo complementa o versículo anterior dizendo para onde olhar nesses momentos: Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus (Hb 12.2). Às vezes é mais fácil enfrentar a estrada quando vemos somente o próximo passo.
O segredo para desfrutar da jornada é não parar e lembrar sempre que temos um alvo e que nada do que passarmos poderá se comparar ao que nos espera à frente. Os obstáculos não são para nos derrubar, mas para nos fortalecer na jornada. Por isso Tiago nos fala: Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança (Tg 1.2,3).
Os obstáculos do caminho da vida são comuns a todas as pessoas. Ninguém está livre deles, mas nós, que temos o auxílio e o conforto do Espírito Santo, devemos nos tornar cada vez mais fortes e sábios ao enfrentá-los. Assim, a cada novo desafio, não só passamos tranquilamente, mas ajudamos a conduzir outros.
Agora vem o motivo gerador deste texto. É o versículo: Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e luz para o meu caminho (Sl 119.105). O mundo é um lugar escuro. Na nossa vida, andamos por caminhos desconhecidos. Não sabemos o que será daqui a cinco minutos, mas não precisamos nos preocupar. Podemos manter-nos sempre com a lâmpada acesa, firmes, tranquilos, porque o farol da Palavra ilumina o necessário para percorrermos os próximos quilômetros da vida. Se nos mantivermos obedientes aos mandamentos de Deus, firmados na Palavra, não erraremos, não temeremos. Com Deus, a estrada da existência é segura.
Encerro com um texto sobre o qual já escrevi aqui diversas vezes. Não me canso de repeti-lo em minhas orações. É uma promessa de Deus que virou convicção para mim, por isso ando tranquila: Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho a seguir e sob as minhas vistas te darei conselhos (Sl 32.8).
Boa viagem! Aprecie a jornada, desfrute do caminho e espere até ver o ponto de chegada... Jamais vimos coisa igual!


terça-feira, março 11, 2014

Posso confiar em você?

Uma pergunta tem me seguido há algum tempo: Deus pode confiar em mim? Volta e meia ouço essa pergunta em meu interior. Quero compartilhar um pouquinho desse assunto com você hoje.

Há uma parábola muito esclarecedora a esse respeito. Permita-me compartilhar aqui. Mesmo que a conheça, leia. É muito interessante.

Porque isto [o reino dos céus] é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois granjeou também outros dois. Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor. E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles. Então, aproximou-se o que recebera cinco talentos e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei com eles. E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles ganhei outros dois talentos.Disse-lhe o seu senhor: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. Mas, chegando também o que recebera um talento disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; e, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabes que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei; devias, então, ter dado o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o que é meu com os juros. Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado
(Mt 25.14-29).

Deus conferiu a mim e a você talentos. Não sei se você tem muitos ou poucos, mas eu tenho muitíssimos. Talvez você pense que estou a falar de bens. Bens são secundários. Vão ficar por aqui, são temporários, podem ser roubados, perder valor. Há coisas muito mais importantes do que bens. Estou a falar principalmente de pessoas, de relacionamentos.

Deus conferiu a mim pessoas, muitas pessoas. Tenho marido, filhos, pais, sogros, irmãos, cunhados, pastores, irmãos em Cristo, amigos, colegas de trabalho, chefes, uma infinidade de pessoas com quem me relaciono. E tenho bens também, alguns. Quando olho para tudo o que tenho me vem um santo temor. Hoje disse várias vezes a Deus: obrigada por confiar em mim. Tenho tanto, tanto, tanto! Mas reconheço que nada do que tenho é meu. Sou administradora de coisas que são de Deus – Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem
(Sl 24.1). Então, em última análise, acho que tenho sido uma boa administradora porque administro muitas coisas de Deus. Tenho um grande trabalho a realizar, mas sei que é uma incumbência temporária e que de tudo Deus me pedirá conta: (...) anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas (Ec 11.9).

As parábolas não são pequenos contos ilustrativos. São exemplos de realidades que não seriam compreendidas se explicadas de outra maneira. Jesus pretendeu facilitar o entendimento dos judeus ao ensinar-lhes por meio de parábolas. Elas contêm lições muito profundas.

Veja só, o senhor da parábola, que é uma referência a Deus, distribuiu a cada trabalhador talentos conforme a sua capacidade. Ele não mudou. Continua fazendo o mesmo. Cada um recebe de acordo com a sua capacidade. Em outras palavras: o que você tem está completamente de acordo com a capacidade que tem demonstrado de administrar, nem mais, nem menos. Aliás, se isso está se perdendo na sua mão é porque você não tem sido suficientemente capaz de administrar. É duro ouvir isso, mas é verdade. Se os filhos estão mais rebeldes; o marido, descontente; os pais, desassistidos; o patrão, irritado; com certeza essa administração não está nada boa.

O que acontece com quem administra bem? O Senhor confia e vai dando mais, e mais, e mais, e mais. Andar para a “frente”, prosperar, ter acréscimos é parte da essência humana. A ordem de Deus para o homem foi que crescesse e multiplicasse em todos os sentidos. Ninguém se conforma em vender bens para pagar dívidas, ninguém se conforma em perder, ninguém se conforma em ser roubado, sabe por quê? Porque fomos feitos para o acréscimo e não para a falta.

O que acontece com quem administra mal? Aqui o texto é cruel: Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado (Mt 25.29). Quem tem terá ainda mais. Quem administra bem cinco talentos não receberá mais um talento, mas mais cinco. Veja só como a proporção de Deus é generosa! E quem administra mal? Se tem um, perderá até mesmo esse um, o que quer dizer ficar com nada. Isto mesmo: zero, falta, escassez, dívida, solidão, tristeza, desespero.

Agora dá para começar a entender a pergunta, não é mesmo? “Posso confiar em você”? Isto quer dizer: “Posso te dar mais? Posso depositar mais pessoas e coisas na sua mão”?

Transfiro para você hoje a pergunta: Deus pode confiar em você?


quinta-feira, março 06, 2014

Normal

O ouvido que ouve e o olho que vê, o Senhor os fez a ambos (Pv 20.12).

Que privilégio poder ouvir e ver! Dádivas maravilhosas de um Deus de amor.

No meu sexto mês de gravidez do meu primeiro bebê, a Juju, foi diagnosticado que havia contraído toxoplasmose. Havia um risco de que minha filha nascesse cega. Contei a uma amiga de serviço cujo marido é médico. Ela me informou de todos os riscos da doença, mas, em meu espírito, eu sabia que nada iria acontecer. Nem me preocupei. No dia seguinte ao de seu nascimento, a Juju foi levada a uma clínica para fazer exames de fundo de olho e outros para comprovar que podia ver.

Consideramos normais bebês que podem ver e ouvir. É anormal faltar a alguém uma dessas capacidades. O mesmo se aplica às coisas espirituais. É normal ver a Deus – vou explicar melhor à frente – e ouvir a Sua voz. O ouvido que ouve e o olho que vê, o Senhor os fez a ambos (Pv 20.12).

Quem aceitou a Jesus em seu coração recebeu uma dádiva preciosa: novo nascimento. Até então, espiritualmente era incapaz de ver e de ouvir as coisas espirituais porque estava morto: Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência (Ef 1.1,2). Deus nos amou e nos deu uma nova vida: Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos (Ef 2.4,5).

Quando recebemos de Deus essa nova vida, fomos presenteados com todas as capacidades normais. Não nascemos espiritualmente defeituosos. Recebemos olhos para ver e ouvidos para ouvir. E o que isso quer dizer? Que estamos prontos, prontíssimos, preparadíssimos agora para ouvir a voz de Deus. É isto mesmo: podemos ouvir a voz de Deus agora mesmo, podemos conversar com Ele como quem conversa com o seu amigo. E mais: podemos vê-lO. Talvez você queira me perguntar: como assim? A Bíblia não diz que ninguém jamais viu a Deus? Certo. Esse ver aqui é um ver espiritual, não é um ver com os olhos naturais, não é enxergar, é reconhecer. Você e eu podemos reconhecê-lO: Reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas (Pv 3.6).

Não sei quanto tempo faz que você não ouve a voz de Deus, mas hoje eu estava me lamentando na minha oração, dizendo a Ele da minha saudade de ouvir a Sua voz daquele jeito que eu e Ele sabemos. Sempre a ouço pela Palavra, mas queria ouvir de um jeito diferente, como Ele me fala às vezes. Como sempre me ouve, Ele me respondeu me dando o versículo aí de cima. Em suma, estava me dizendo: “Continuo falando, mas se você não se calar jamais irá ouvir”. Toin!

Se não estamos ouvindo e vendo a Deus tem algo errado. Paulo mandou que fizéssemos algumas reflexões acerca do nosso novo nascimento. Disse que era para considerarmos se realmente estamos na fé, examinarmos a nós mesmos, olhar para as evidências. Somos plenamente capazes de desenvolver nossos sentidos espirituais. A Bíblia nos assegura isso: Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso, vós não as escutais, porque não sois de Deus (Jo 8.47). Quem não é capaz de ouvir a voz de Deus precisa se perguntar se realmente é de Deus.

Podemos ouvir, ver e compreender as coisas espirituais se já nascemos espiritualmente: Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente.
Mas quem é espiritual discerne todas as coisas (I Co 2.14,15).

Quer mais uma boa notícia? Além de ver, ouvir e entender tudo, recebemos uma nova capacidade de amar. Ganhamos um novo coração: Darei a eles um coração não dividido e porei um novo espírito dentro deles; retirarei deles o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Então agirão segundo os meus decretos e serão cuidadosos em obedecer às minhas leis. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus (Ez 11.19,20). Veja que uma das características desse novo coração é que, por causa dele, temos um desejo de seguir as leis de Deus, de conhecê-lO mais, de agir segundo Sua Palavra. Quem diz que nasceu de novo, mas ainda não está inclinado para as coisas de Deus, desejoso de não pecar, desejoso de agradar a Deus e de conhecê-lO mais e mais pode estar enganado. Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos (...) (II Co 13.5).

Hoje é um excelente dia para um diálogo com Deus, para fazer-Lhe perguntas, obter respostas que salvarão a nossa vida, a vida dos que nos cercam, o futuro do nosso país.

Bem-aventurados somos nós os que temos olhos para ver e ouvidos para ouvir! Podemos andar em vitória, podemos agir corretamente, podemos não nos preocupar, podemos ser guiados pelo Espírito, podemos tuuuudo. Aleluia!

Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas (Ap 3.6). Ele continua falando. Pare um pouquinho e ouça!

Clame a mim e eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece (Jr 33.3).


terça-feira, fevereiro 18, 2014

Vai dar tudo certo

O que pode fazer a pessoa honesta quando as leis e os bons costumes são desprezados? (Sl 11.3).

Você já se fez essa pergunta aí de cima: o que fazer quando a lei é nada, quando desprezam os ensinamentos dos antigos, quando parece que o mundo está virando de cabeça para baixo? O andar da carruagem o preocupa? Quando você manda seus filhos para a escola consegue ficar tranquilo? Você tem boas expectativas para o dia de hoje, para esta semana, para este ano, mesmo com as notícias de uma recessão iminente?

Bom, o versículo aí de cima é só uma chamada, só uma forma de começar o post. Não se preocupe, porque as perguntas que a Bíblia faz ela não deixa sem resposta. Talvez você queira me dizer: “Como assim, Keila, tenho um monte de perguntas cujas respostas não encontro na Bíblia”? Bom, eu não disse que a Bíblia responde às suas perguntas – talvez a algumas, mas não a todas –; eu disse que ela responde às perguntas que ela mesma traz, o que é diferente. O que lá está são os assuntos que Deus considerou importante nós sabermos. Tudo o que a gente precisa saber está lá. O que não foi revelado não precisamos saber. As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei (Dt 29.29).

O Salmo de onde extraí a pergunta aí de cima começa assim: No Senhor confio; como dizeis à minha alma: Fugi para a vossa montanha como pássaro? Pois eis que os ímpios armam o arco, põem as flechas na corda, para com elas atirarem, às escuras, aos retos de coração (Sl 11.1,2). A primeira declaração é: eu confio, eu creio. Em outra versão: Com Deus, o Senhor, estou seguro. O fato é: se tenho Deus, o resto não importa; eu estou seguro e ponto final. Mas só pode dizer isso quem crê. E o que faz quem crê? Não acredita no que vê, no que sente, no que o mundo está a mostrar, afinal, anda numa perspectiva superior, na certeza de que o que Deus diz é o que é.

Podemos ver pelo texto que o salmista está sendo pressionado pelas circunstâncias e até mesmo por pessoas. Estão dizendo para ele: “Fuja, pois a situação para você não está boa”. Talvez você esteja dizendo o mesmo a si mesmo: “É... Esta semana as coisas estão difíceis, este ano não promete muito”. Internamente você pode estar agitado, preocupado, incomodado com o rumo que a sua vida está tomando. O que você pode mudar mude; o que não pode deve ser colocado diante de Deus numa atitude de confiança: Ele cuida de nós. Não se preocupe. Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? (Mt 6:25,26).

O próximo versículo do Salmo é o que abre este post. O que fazer quando não se pode confiar na lei, nos governantes? O que fazer quando não há a quem recorrer? A resposta estava lá em cima – confie – e é repetida em seguida: O Senhor Deus está no seu santo Templo; o seu trono está no céu. Ele vê todas as pessoas e sabe o que elas fazem (Sl 11.4). É uma resposta estranha, mas é a resposta: Deus sabe, Deus vê, Deus se importa, Deus está tomando conta, é impossível pegar Deus de surpresa.

Estudiosos disseram que encontramos na Bíblia 366 vezes a frase: “Não temas”. Dizem que é uma para cada dia. Então, receba a sua agora: não tema. Se você resolver confiar em Deus, se obedecer aos Seus mandamentos, fazendo o que é certo e detestando o que é mal, vai dar tudo certo. De tudo, o mais difícil é crer, mas você pode aumentar a sua fé. Sabe como? Leia a Bíblia, mas não com uma atitude passiva. Questione. O Senhor ouve as suas perguntas e gosta de responder. Se você já O aceitou como seu Salvador, o Seu Espírito veio morar dentro de você e a Bíblia o chama de Conselheiro. Pergunte a ele caladinho, aí no seu canto, só no seu pensamento e Ele vai responder.

Não se preocupe com o rumo que as coisas estão tomando. Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas (Pv 3.5-6). Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. Fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu direito como o meio-dia. Descansa no Senhor, e espera nele (Sl 37:5-7).

Viva a sua vida com a seguinte certeza: com Deus, vai dar tuuudo certo! Bom dia!


quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Uma Pérola

Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração. (Pv 7.1-3)

Sou mãe de um casal precioso. Dou conselhos a muita gente – sabem como é: todos gostamos de dar pitacos; nada oficial. Mas entre todas as pessoas com quem convivo, são os meus filhos quem mais quero que sigam os meus conselhos. Ah, como quero! Como quero facilitar a vida deles!

Salomão pegou seu maior tesouro, sua sabedoria e sua experiência, e transmitiu a seu filho, dizendo: “Filho meu, guarda as minhas palavras, esconde dentro de ti os meus mandamentos”. Esses não são os conselhos de Salomão para mim e para você, são os conselhos de Deus, as revelações do Espírito Santo para nós.

A Palavra de Deus é uma joia muito preciosa. Nada se pode comparar a ela. Se a amamos, guardamos e lhe obedecemos, as bênçãos vêm e nos alcançam, somos livrados de infindáveis males, podemos andar seguros.

Não podemos deixar os conselhos de Deus jogados ao vento, entrando por um ouvido e saindo pelo outro. A advertência é clara: “guarda as minhas palavras”. Todos nós já deixamos objetos soltos pela casa, não é mesmo? Às vezes, simplesmente não sabemos onde os colocamos. Fomos nós mesmos que os depositamos em algum lugar, mas onde mesmo? Nem nós sabemos. Não podemos deixar os ensinamentos de Deus soltos em algum lugar da nossa mente. Precisam ser cuidadosamente guardados.

Como guardá-los? De muitas formas. Veja o último versículo: “ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração”. O que quer dizer atá-los aos dedos, escrevê-los no coração? Quer dizer tê-los sempre perto, sempre à mão, sempre à vista, sempre na mente, escritos, decorados, como página de abertura no celular, como descanso de tela no computador, como quadro na parede, como dizer de uma pulseirinha ou um anel, como página principal de um caderno e, sobretudo, como pensamento recorrente, assunto da meditação diária. “Bem-aventurado o homem que na sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1), de dia e de noite, de dia e de noite, no outro dia e na outra noite, neste dia e hoje à noite.

Não guarde o mandamento de qualquer maneira. Não o largue lá no armário do seu coração empoeirando. Está dito como deve ser guardado: “esconde”.

Boa parte das mulheres gostam de joias. Não deixamos nosso ouro em qualquer lugar. Nós o escondemos, guardamos trancado em alguma gaveta, numa caixinha especial. Quando possuímos algo muito precioso, não deixamos à vista. Temos cuidado redobrado. Por que esconder os mandamentos? Porque são muito preciosos. Eles dão vida, alegria, riqueza, saúde, paz. Não podem ser assunto de debate; têm de ser convicções. Não podem estar expostos aos que os desprezam ou não creem neles. Como diz a Palavra, não se deve jogar pérolas aos porcos. Quando estamos firmes numa verdade, não precisamos debater o assunto, até mesmo porque não interessa o que outros pensam a respeito. A verdade é a verdade e ponto final. Acreditem ou não, a verdade é absoluta. Precisamos estar firmes nela.

Guarde a lei como a menina dos teus olhos. Proteja suas convicções, os conselhos absolutos de Deus para você como você protege os seus olhos. Outro dia caiu um cisco no olho do meu pequeno. Ele me pediu para tirar. Os olhos são preciosos e sensíveis. Ele não os abria para eu ver. Insistia em apertar os olhinhos. Eu pedia que relaxasse e me deixasse soprar. Seus olhos estavam protegidos. Não usasse eu a força, jamais abriria os olhos. Eu decidi: nem toda força do mundo me fará arredar dos preceitos de Deus, mesmo que os considerem fora de moda, mesmo que pareçam ultrapassados, mesmo que todos à minha volta insistam em descrer.

Por fim: guarda os meus mandamentos e vive. Rá, rá, rá! Preste atenção nos verbos: guarda e vive. Entendeu? Não é guarda e morre, guarda e chore, guarda e sofre. Não! Guarda e vive. Isto, sim, é que é vida: andar com Deus, obedecer-Lhe, honrá-lO, amá-lO, aprender sobre Ele, servi-lO!

Veja só o que acontece com quem descobriu a delícia de esconder os mandamentos do Senhor: Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor, que em seus mandamentos tem grande prazer. A sua semente será poderosa na terra; a geração dos retos será abençoada. Prosperidade e riquezas haverá na sua casa, e a sua justiça permanece para sempre (Sl 112:1-3).